‘O Sentir Cigano no Ensino Recorrente’ editado pela Palimage

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O livro ‘O Sentir Cigano no Ensino Recorrente. Da escola e trabalho ao bem-estar subjetivo’, da autoria de Luísa Esteves Pinto, com chancela Palimage, já está disponível.

Baseada na dissertação de 2003 do Curso de Mestrado em Educação de Adultos, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, a obra aborda a experiência de pessoas de etnia cigana no ensino recorrente.

«Testemunhos, constantes da obra, de pessoas de etnia Cigana entrevistadas pela autora:

Vim para a escola porque era completamente cega. Eu via, mas não enxergava. Não conhecia uma letra e tinha pena de não saber nada, nem mesmo o meu nome fazer. Hoje é diferente. Vejo uma luz. Conheço as letras e já consigo ler alguma coisa e faço o meu nome. Sou feliz e vou assinar com a minha mão, sem ajuda de ninguém.

São 63 primaveras (…) mas que bom é ir à escola e comigo levar a sacola. Apetece-me gritar a toda a gente; venham comigo aprender a conviver, a sorrir e a cantar (…) todos juntos, aprendemos a conjugar o verbo amar.

Eu vivo no bairro do Ingote. O Ingote é uma miséria porque há muita gente na droga. Eu gosto muito deste bairro porque tenho muitos amigos.

Eu vim para a escola porque estou a receber o Rendimento Mínimo Garantido (…) Tenho um menino de três anos mas vivo em casa da minha mãe. Não tenho marido porque ele arranjou uma amante e deixou-nos. Isto para mim é uma grande ajuda».

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