‘Nome de Guerra’, de Almada Negreiros, reeditado

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A Assírio & Alvim lança, este mês, o livro ‘Nome de Guerra’ de Almada Negreiros, escrito em 1925 e publicado, pela primeira vez, em 1938 pela Ática.

O livro é recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura pelo Plano Nacional de Leitura.
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«Nome de Guerra, escrito em 1925, é o romance de iniciação de um jovem provinciano proveniente de uma família abastada.
Quando o tio de Luís Antunes o envia para Lisboa, ao cuidado do seu amigo D. Jorge (descrito como “bruto como as casas e ordinário como um homem”), com o propósito de o educar nas “provas masculinas”, não imaginava o desenlace de tal aventura. Apesar de, na primeira noite, D. Jorge ter ficado convencido da inutilidade dos seus préstimos, Antunes concluiu que o “corpo nu de mulher foi o mais belo espectáculo que os seus olhos viram em dias de sua vida”, decidindo-se a perseguir Judite.
Esta “via perfeitamente que o Antunes não estava destinado para ela”, mas “não lhe faltava dinheiro e dinheiro é o principal para esperar, para disfarçar, para mentir a miséria e a desgraça”. Assim se inicia a história de Luís Antunes e Judite, que terminará com a prodigiosa e desconcertante frase, “não te metas na vida alheia se não queres lá ficar”.
Esta edição do único romance de Almada Negreiros apresenta diferenças face às anteriores publicadas na Assírio & Alvim, uma vez que foi entretanto localizado o original (dactiloscrito/manuscrito) de Nome de Guerra no espólio da família, o que constituiu importante fonte para nova revisão.
O confronto com o original permitiu detectar vários erros, quer tipográficos quer resultantes de intervenções editoriais na prosa de Almada Negreiros, umas na primeira edição outras na segunda, designadamente mudanças na pontuação e ausência ou substituição de palavras, que alteram significativamente o ritmo de leitura e, em alguns casos, o sentido das frases originais.»

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