Um Bárbaro em Casa

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Escritores > Frederico Pedreira > Um Bárbaro em Casa


Ano: 2014 | Editora: Língua Morta

Os contos de Um Bárbaro em Casa têm todos por título o nome de uma mulher. Tota, Hanna, Jasmine, Ivanna, Martina, Mel, e Filipa. Histórias de encontros casuais em várias cidades, Reykjavík, Londres e Lisboa, de um jovem guiado pela aventura e pela deriva numa espécie de procura apressada de uma educação sentimental atribulada, porque “o corpo já não nos atira as bóias da salvação moral, optando antes pela deriva”. Os primeiros três contos passam-se na noite da capital islandesa, tendo como centro um bar onde o narrador, sempre bastante toldado pelo álcool, se dedica a engates eufóricos, tipo “o que vem à rede é peixe”, mais ou menos falhados, de raparigas desajeitadas e algo desesperadas. Ao mesmo tempo confronta-se com a sua melancolia e é olhado com “o ar tristonho de quem não entende a duvidosa arte de beber até à exaustão, de quem pede uma garrafa de água porque já não sabe como pôr a dançar os cornos alucinados entre os fantasmas que a memória travestida nos traz.” De seguida há um conto que se passa em Londres, numa loja de roupa – Pedreira confessa que trabalhou lá. O lugar das três histórias que se seguem é Lisboa: um engate manhoso ao mesmo tempo que o avô do rapaz morre no hospital, outro (e talvez um dos contos mais interessantes), passa-se com uma mulher mais velha, desesperada e desiludida, para depois o leitor chegar ao último dos contos, a história de um homem que se foi arruinando emocionalmente pelo amor que dedicou a uma mulher toxicodependente. “Romarias de bordel perdoam-se, o amor é que já não.” José Riço Direitinho, Público


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