Os Filhos de K

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Ano: 2015 | Editora: Teodolito

Os filhos de K., uma história que se divide em quatro partes, 5 de dezembro de 1980, As casas da justiça, Os ascendentes e Os descendentes, começa no dia em que a televisão passava imagens de Camarate, num “tempo de partilha, esse início dos 80”, quando Francisco, que se tornará Franz, oferece a Carminho O Processo de Kafka, um livro que a levará a lugares tão distintos como Trogir, Berlim, Oath, Nápoles, ou a uma cidade chamada Antuérpia plantada no centro de Luanda, à procura de Franz, o desaparecido. Durante anos estive convencida de que O Processo era uma leitura feliz. E afinal, se calhar não foi a leitura, foi o tempo juvenil, tão prévio, diz Carminho. E só mais tarde, quando se anuncia ao prisioneiro: “Ainda há-de compreender como tudo isto é verdade”, Carminho percebe quem é Josef K. Ou seja, que Josef K. seria ela. Ou seja, que Josef K. somos nós.


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Um comentário

  1. AntonioGanhao
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    A construção deste romance faz-se de apontamentos dispersos, encontros que parecem não ter lugar num mesmo tempo, sentimentos de irmandade num mundo global, monólogos fragmentos de um imenso diálogo. O todo alcançado sem nunca procurar a plenitude. Julieta Monginho convoca-nos para uma dimensão não linear da escrita, para esse afastamento da realidade que nos confere lucidez. Podemos sonhar o futuro ou ficcionar o passado, sem nunca os conseguir descodificar.
    http://bit.ly/2lwenyY

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