Cinerama Peruana

com Sem comentários

Escritores > Rodrigo Magalhães > Cinerama Peruana


Ano: 2013 | Editora: Quetzal
Um aprendiz de alfaiate tornado ensaísta de reduzida fama e menor proveito: Harry Heels. “Ao contrário de Conradin, nenhuma força externa veio em seu auxílio. A sua divindade, a identidade de Harry Heels, criara-a ele sozinho, Heels pela alcunha que lhe tinham posto na escola – tinha o tique de estar a sempre a bater com o calcanhar no chão durante as aulas, impaciente – e Harry, por lhe achar uma certa graça masculina.” Dois irmãos, gémeos idênticos, enlutados e enfadados: “No Verão, viajavam com os pais: a Lisboa, onde conheceram Dinis Machado; a Bruxelas (…); ao Norte de Inglaterra, onde fumaram uma ganza nas traseiras de um pub, não muito longe da casa de W.G. Sebald, com cuja viúva os pais se encontraram. Depois, sem estação definida, começaram a viajar sozinhos.”
Três assassinos que atravessam fronteiras sem nunca deixarem de regressar a casa: “(da última vez que atravessaram a fronteira, ao chegarem à outra Lima, Bruno observou o céu carregado, considerando-o auspicioso, e ele e Luis concordaram; colheram dessa vez oito vidas, como se os favorecesse a fúria dos elementos).”
De uma maturidade literária verdadeiramente excecional, Cinerama Peruana desenvolve e articula estes três universos através de um tema comum: o do discípulo que ultrapassa o mestre.
Uma voz nova e surpreendente no panorama ficcional português.
« Com grande maturidade narrativa, e uma riqueza vocabular pouco comum, o autor constrói um universo literário que surpreende pela sua singularidade na recente literatura portuguesa.»
José Riço Direitinho, Público

«Neste livro magnético (no sentido em que o leitor experimenta em permanência uma força de atracão, densa e obscura), o que mais impressiona é o domínio absoluto do autor sobre os materiais literários.»
José Mário Silva, Expresso


Comprar livros de Rodrigo Magalhães: VER LIVRARIAS


Comentar