Adoração

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Ano: 2016 | Editora: Editorial Teorema

Descrito pelo duque de Nottetempo, seu contemporâneo, como «um brigão, um arruaceiro», o pintor Caravaggio passou uma curta temporada na Sicília em 1609, aguardando o indulto papal para um crime de sangue que cometera em Roma. Nesse período, pintou uma tela que ficaria conhecida por A Adoração e que esteve no Oratório de S. Lourenço, em Palermo, até ser roubada em 1969, ano em que nasceria Antonia Rei.

É essa mesma Antonia que, em 1992, testemunha um homicídio perpetrado pela máfia numa praça da cidade, onde é interrogada pelo comissário Salvatore Amato, que acaba por contactar alguns dias mais tarde. Mas não é curiosamente sobre o assassínio que lhe quer falar, antes sobre o roubo do famoso quadro. Oscilando entre épocas afastadas no tempo, entre a história fascinante da pintura d’A Adoração e a da investigação de Salvatore Amato num dos mais violentos períodos da acção da máfia, este romance recorre aos jogos de espelhos que Caravaggio usava nas suas pinturas para atrair ao mesmo vórtice de luz e trevas as vidas de um leque de personagens cativantes, mortas ou vivas, mas todas misteriosamente condenadas ao desencontro.


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Um comentário

  1. Neste romance existe um permanente desencontro marcado pela obra de um mestre genial mas de trato difícil, que enquanto foragido deixou um quadro, entretanto, desaparecido para sempre, numa maldição que recai sobre todos como um pecado por expiar.
    Na escrita de Cristina Drios existe o retrato de uma humanidade que não se conforma com a sua dor e acredita na salvação até ao último momento, em que se encontra a sós com as asas negras da Morte.
    http://bit.ly/2dUUWK0

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