Rui Knopfli

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Data Nasc: 10/08/1932 Naturalidade: Inhambane, Moçambique

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Rui Manuel Correia Knopfli nasceu em Inhambane, Moçambique a 10 de agosto de 1932.

Foi poeta, jornalista, critico literário e de cinema.

Fez os seus estudos em Lourenço Marques e em Joanesburgo, tendo sido, entre 1954 e 1974, delegado de propaganda médica.

Publicou uma obra que cruza as tradições literárias portuguesa e anglo-americana. Integrou o grupo de intelectuais moçambicanos que se opôs ao regime colonial. Foi director do vespertino A Tribuna (1974-1975).

Foi co-fundador, em 1972, dos cadernos de poesia Caliban.

Deixou Moçambique em Março de 1975. A nacionalidade portuguesa não impediu que a sua alma fosse assumidamente africana, mas a sua desilusão pelos acontecimentos políticos está expressa na sua poesia publicada após a saída da sua terra.

Tem colaboração dispersa por vários jornais e revistas.

Desempenhou funções de Conselheiro de Imprensa na Embaixada de Portugal em Londres (1975-1997).

Faleceu, em Lisboa, no dia 25 de dezembro de 1997 e está sepultado em Vila Viçosa.

Bibliografia :

O País dos Outros, 1959

Reino Submarino, 1962

Máquina de Areia, 1964

Mangas Verdes com Sal, 1969

A Ilha de Próspero, 1972

O Escriba Acocorado, 1978

Memória Consentida: 20 Anos de Poesia 1959-1979, 1982

O Corpo de Atena, 1984; Prémio de Poesia do PEN Clube

O Monhé das Cobras (Poesia), 1997

Obra Poética, 2003


Principais Obras Publicadas

Uso Particular
2017, Do lado Esquerdo

Mania do suicídio Às vezes tenho desejos de me aproximar serenamente da linha dos eléctricos e me estender sobre o asfalto com a garganta pousada no carril polido. Estamos cansados e inquietam-nos trinta e um problemas desencontrados. Não tenho coragem de pedir emprestados os duzentos escudos e suportar o peso … Ler mais

Antologia Poética
2010, Editora Ufmg

Antologia poética de Rui Knopfli (1932-1997), poeta moçambicano que produziu uma encorpada e original obra literária durante o período de formação de seu país. Os poemas selecionados estabelecem diálogo com as principais tradições clássicas e modernas da poesia. Posfácio com texto crítico e nota bibliográfica de Roberto Said.

O Monhé das Cobras
1998, Caminho

Poema de O Monhé das Cobras. As acácias já se incendiaram de vermelho / e o zumbido das cigarras enxameia obsidiante / a manhã de Dezembro. A terra exala, / em haustos longos, o aguaceiro da madrugada. / Ao longe, no extremo distante da caixa / / de areia, o … Ler mais

A Ilha de Próspero
1990, Edições 70

Roteiro poético da ilha de Moçambique.

O Corpo de Atena
1984, INCM - Imprensa Nacional-Casa da Moeda

Quebrada a vara, fechei o livro e não será por incúria ou descuido que algumas páginas se reabram e os mesmos fantasmas me visitem. Fechei o livro, Senhor, fechei-o, mas os mortos e a sua memória, os vivos e sua presença podem mais que o álcool de todos os esquecimentos. … Ler mais

Memória Consentida: 20 Anos de Poesia 1959-1979
1982, INCM - Imprensa Nacional-Casa da Moeda

«o dicionário ensinou-me mais um atributo para o sabor dos teus lábios. São doces como sericaia. Faz-me pensar ainda se a tua beleza não será Comparável à das huris prometidas. No dicionário aprendi que o meu verso é Por vezes fabordão e sesquipedal.»


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