José Correia Tavares

com 1 comentário

Escritores > José Correia Tavares

Data Nasc: Naturalidade: Castelo Branco

Na web:


José Correia Tavares, poeta, romancista e jornalista, nasceu em 1938, em Castelo Branco.

Licenciado em Ciências Antropológicas e Etnológicas, fixou-se em Lisboa após ter cumprido serviço militar em Angola.

Foi tradutor, revisor, tendo, ainda jovem, desenvolvido actividade jornalística e artística. Foi, igualmente, técnico superior do Ministério da Educação.

Autor de caricaturas, desenhos e ilustrações, coordenou, também, suplementos e publicações culturais. Teve colaborações dispersas em jornais e revistas e foi autor de dezenas de poemas musicados e editados em disco.

Cooperador da Sociedade Portuguesa de Autores desde 1967, pertenceu ao conselho editorial da revista Mealibra, do Centro Cultural do Alto Minho, e à redação da revista da APE, O escritor. Com destacado papel na divulgação do Livro Português integrou, regularmente, júris de importantes prémios literários. Foi, a partir de 1990, vice-presidente da APE.

Autor de uma vastíssima obra, o seu nome figura ainda em diversas antologias, entre as quais “800 anos da poesia portuguesa”, “Um postal para Luanda” e “A jeito de homenagem a Eugénio de Andrade”.

Faleceu no dia 18 de Janeiro de 2018.

Entre os títulos publicados contam-se:

Dádiva, 1961

A flor e o muro, 1962

Três natais, 1967

Porcelama, 1972

Beijos e pedradas, 1975

E não me tiveram, 1976

Fim de citação, 1976

Rio sem ponte, 1977

Ganhar ofício, 1977

Atraído ao engano, 1984

O verso e o rosto, 1987

Todas estas palavras, 1989

Molduras Com Espelhos, 2000

O Natal dos porcos, 2003

Olhando as Margens, 2012

Sem Prazo de Validade, 2014

Livre do Desassossego, 2015

Nebulosa de Factos, 2016

Velhos São os Caminhos, 2017

.

Artigo sobre o autor: https://escritores.online/textuario/a-voz-de-jose-correia-tavares

.


Principais Obras Publicadas

Velhos são os Caminhos
2017, Edições Adab

Velhos são os Caminhos é um belo título. A sua semântica mais imediata inclui a conversão da frase feita de que velhos são os trapos. Mas num segundo momento, logo à cabeça, e pela invocação da voz da sua mãe nonagenária, homenageada neste livro, o verso aponta para um horizonte … Ler mais

Nebulosa de Afectos
2016, Edições Abad

Pressentimos debaixo de cada quadra um subtexto intencional: uma observação, uma réplica, um ridículo, um incidente, um comportamento, um gesto, uma frustração, uma zanga, reelaborados e cinzelados pela verve certeira de José Correia Tavares. Desdobra-se uma fervilhante variedade de enfoques e vozes, de efeitos no plano da linguagem, de subentendidos … Ler mais

Livre do Desassossego
2015, Edições Húmus

Creio que não será fácil encontrar em Portugal um artista que trabalhe a quadra com idêntico zelo oficinal e escrúpulo mais rigoroso. Desdobra-se uma fervilhante variedade de enfoques e vozes, de efeitos no plano da linguagem, de subentendidos no plano da intenção, de ironias ou sarcasmos sobre o destino, a … Ler mais

Sem Prazo de Validade
2014, Edições Húmus

(…) Há nas quadras de José Correia Tavares uma linha de meditação que dissimula uma aturada, inteligente e culta lição de vida. Encoberta de conduta popular, ei-la habilmente disponível para vários graus de leitura. E aqui se revela o poeta José Correia Tavares um mestre na subtil arte de ocultar … Ler mais

Olhando as Margens
2013, Edições Húmus

É uma prosódia que se conforma à mais antiga tradição da nossa literatura para dizer coisas de ontem e de hoje, e sobretudo coisas de sempre como o amor e o desejo, a doçura da lembrança, a tristeza da ausência tanto quanto a amizade traída, a liberdade reencontrada um dia … Ler mais

Os Sinais da Viagem
2011, Edições Húmus

Um mesmo olhar percuciente, mordaz ou enternecido, percorre luzes e sombras do quotidiano comum que o texto surpreende e escreve. E assim, a par do que é aparência estilhaçando-se, prática social no avesso da dignidade ética, discurso a recobrir falácia, empáfia, hipocrisia, inocuismo, venalidade, estes versos acolhem o múltiplo das … Ler mais

O Natal dos porcos
2003, Garrido Editores

Da introdução: ‘OS PORCOS’, versos ainda inéditos, referem-se ao Natal de 1963 no acampamento militar de Zala, nos Dembos, em Angola, e foram escritos até 8 de Janeiro de 1964. José Correia Tavares, alferes miliciano, era oficial de transmissões do Batalhão de Cavalaria n.º 437, ali sediado, na sua quase … Ler mais

Beijos e Pedradas
1975, Prelo
A flor e o muro
1962, Edição de Autor


Comprar livros de José Correia Tavares: VER LIVRARIAS


Notícias do escritor

De momento, não temos noticias sobre este escritor.

Um comentário

  1. MORREU O ESCRITOR JOSÉ CORREIA TAVARES.

    Sem lágrimas, mas chorando
    mais um amigo que parte
    que parte, porem, ficando
    porque sempre amou a arte.

    Da caneta fez enxada
    da APE a namorada
    brincou coma a poesia.
    José, até qualquer dia!…

    Fernando Cardoso

Comentar