Jaime Rocha

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Data Nasc: 07/04/1949 Naturalidade: Nazaré

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Biografia:

Jaime Rocha, pseudónimo de Rui Ferreira de Sousa, nasceu na Nazaré, a 7 de abril de 1949.

É um poeta, escritor, jornalista e dramaturgo português, largamente premiado.

Frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa. Viveu em França, tendo regressado após o 25 de abril de 1974.

Publicou o seu primeiro livro de poemas “Melânquico” em 1970, com o pseudónimo de Sousa Fernando.

Foi editor de Cultura do Jornal Público.

Tem várias obras editadas no domínio da ficção, da poesia e do teatro.

Foi galardoado com o Grande Prémio APE de Teatro, em 1998, com “O Terceiro Andar”; o Prémio Eixo Atlântico de Textos Dramáticos, com a peça “Seis Mulheres Sob Escuta”, em 1999 e o Grande Prémio de Teatro Português, em 2004, com “Homem Branco, Homem Negro”. Autor de Quatro Cegos, 2008, Revista Magma; Transviriato, 2001, edição do Trigo Limpo Teatro Acert ; O Construtor e Quinze Minutos de Glória, 1998, SPA/ Pub.D. Quixote | Deuscão, seguido de O Televisor, 1988, SPA, entre muitas outras peças.

No domínio da poesia publicou, entre outros, “Arco de Jasmim”, 1999, Edições Duas Luas, Belo Horizonte, Brasil ; “A Perfeição das Coisas”, 1988, Editorial Caminho; “A Pequena Morte /Esse Eterno Canto”, 1986, Black Sun Editores (Díptico com Hélia Correia) e “A Dança dos Lilazes”, 1982, Edições Bico d’Obra.

É autor do conto “A Mulher que Aprendeu a Chorar”, 2000, Ficções-Tinta Permanente.

Recebeu, em 2011, o Prémio PEN Club Poesia, com a obra “Necrophilia”.




Principais Obras Publicadas

Preparação para a Noite
2017, Relógio d'Água

Alguém vê, o homem tira folhas de uma gaveta. A mulher aguarda que as palavras saiam dessa clausura e entrem no peito do escultor, num buraco desenhado no mármore. É um escultor marcado por uma aridez extrema________________, deitando poemas para fora, enquanto as formigas transportam as palavras por um carreiro … Ler mais

Escola de Náufragos
2016, Relógio d'Água

«Mais importante do que os meus filhos ou do que a tua mãe ou a tua avó. Viste-me de suíças brancas, quase acabado, com os dentes a balançar, com aquela tosse maligna, viste no que um homem se transforma. Ainda sentiste o cheiro do meu corpo a desfazer-se na cama, … Ler mais

Lâmina
2014, Língua Morta

Poesia

O Terceiro Andar e Outras Peças
2014, INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda

Esta publicação reúne as peças de teatro O Terceiro Andar, O Construtor e Quinze Minutos de Glória. São peças simbólicas e atuais que constituem uma espécie de trilogia da aniquilação, sendo que os «universos observados vão novamente do macro ao microcosmo: o velho continente, a sociedade capitalista, o homem». Refira-se que O Terceiro Andar foi a … Ler mais

Poesia

O Regresso de Ortov
2013, Companhia das Ilhas

Quem é Ortov? Personagem dramática disfuncional, Ortov simboliza o homem contemporâneo com os seus medos, sonhos, violência e obsessões. Ora imagina que cometeu um crime, ora que o tentam matar, ora que se vai suicidar. A realidade à sua volta é tão intensa e absurda que leva o seu pensamento … Ler mais

Mulher Inclinada Com Cântaro
2012, Volta d’Mar

Poesia

A Rapariga sem Carne
2012, Relógio d'Água

«Ela afasta os lençóis. O seu rosto tornara-se um pouco mais escuro, adquirira um tom esverdeado. Há qualquer coisa nela de malsão, de não humano. Para Mateus, as cicatrizes daquele corpo já não se assemelham a cortes sarados mas a sinais de nascença ou a marcas de sangue dos antepassados. … Ler mais

Necrophilia
2010, Relógio d'Água

Prémio PEN Club Poesia 2011 «A poesia de Jaime Rocha não vive nem da emoção, nem da conceptualidade abstracta, muito menos de qualquer piscar de olhos a experimentalismos de linguagem. É pura construção imagética, sem truques nem metáforas, uma sequência obsessiva de imagens nuas, em carne viva, angulosas e surpreendentes, … Ler mais

Azzedine e Outras Peças
2009, Relógio d'Água

Neste volume que reúne cinco peças de Jaime Rocha, a contemporaneidade deixou de ser o lugar onde o ser humano reconhecia, no outro, muito da sua própria identidade. Ela é hoje um lugar de forças que se entrechocam para se destruírem. Estas peças jogam com as várias tensões criadas por … Ler mais

Anotação do Mal
2007, Sextante [Reed. 2010]

Um homem observa pela janela como a rua em que vive vai sendo ocupada pelo mal. Enquanto ensaia o seu próprio suicídio, vê o espectáculo da crueldade, da decadência, da destruição e da morte. Um outro homem, com a minúcia de um contabilista, faz o registo das pequenas catástrofes quotidianas.

Lacrimatória
2005, Relógio d'Água

Poesia

Zona de Caça
2002, Relógio d'Água

«Aí nasce pela primeira vez um jovem amante que logo pergunta ao cavaleiro como se veste a crueldade. É um amante que odeia a caça, uma espécie de anjo nu que sai da água. Há uma floresta junto a um lago. E resina, um aroma que cura a alma. Mas … Ler mais

O Jogo da Salamandra, A Descida para a Cinzas, Detalhe à Porta do Inferno, Seis Mulheres Sob Escuta e O Anexo.

Casa de Pássaros
2001, Dom Quixote

Peça em três actos. Em 1999, o Teatro Público realizou uma leitura dramática da peça «Caça de Pássaros». Jaime Rocha nasceu em 1949 e requentou a faculdade de Letras de Lisboa. Viveu em França nos últimos anos da ditadura. Tem editadas várias obras no domínio da ficção, da poesia e … Ler mais

Os Que Vão Morrer
2000, Relógio d'Água [Reed. 2009]

Poesia

Os Dias de um Excursionista
1996, Relógio d'Água

«Dois dias depois, Luís Gregório surgiu com um casaco preto e umas calças amarelas. Rapara o cabelo. Trazia um alfinete-de-dama na camisa, junto à garganta. A tiracolo transportava uma guitarra portuguesa. Talvez deste modo alguém se metesse com ele e lhe perguntasse se tocava nalgum conjunto ou se andaria a … Ler mais

A Loucura Branca
1990, Livro Aberto [Reed. 2001, Íman editores; 2014, Relógio d’Água]

“Tenho aqui um papel com uma frase que quero que ouças, parece de um poeta, disse ela. Era uma frase que falava da loucura. Vítor tentou tirar os óculos, mas não teve força para levantar os braços, abriu a boca mas os seus lábios pareciam duas pedras fechadas. O objecto … Ler mais

Beber a Cor
1985, Edições & ETC

Poesia

Do Extermínio
1985, Black Sun Editores [Reed. 2003, Relógio d’Água]

Poesia. Com prefácio de Joaquim Manuel Magalhães.

Tonho e as Almas
1984, Relógio d'Água

Romance


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