Glória de Sant’Anna

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Data Nasc: 26/05/1925 Naturalidade: Lisboa

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Glória de Sant’Anna, poetisa e professora, nasceu em Lisboa, em 1925.

Casou em 1949 com o arquitecto valeguense Afonso Henriques Manta de Andrade Paes e viveu em Moçambique, de 1951 a 1974.

Estreia-se na publicação, em 1951, com o livro poético ‘Distância’.

Foi distinguida, em 1961, com o Prémio Camilo Pessanha, pela obra ‘Livro de Água’.

Em 1964, publicou ‘Poemas do Tempo Agreste’ e, um ano mais tarde, ‘Um Denso Azul Silêncio’. Em 1972, lançou ‘Desde que o Mundo e 32 Poemas de Intervalo’ e, em 1975, já em Portugal, ‘Do Tempo Inútil'(prosa). Em 1988, publicaria ‘Amaranto’ e ‘Não Eram Aves Marinhas’.

De 1996 até ao seu falecimento, para além de poesia, publicou livros para a infância, prosa e crónicas.

Silêncio, solidão, música e mar atravessam, segundo a crítica, a obra poética de Glória de Sant’Anna, “uma alma que nunca se deixou amordaçar pelo poder”.

Faleceu em Válega, a 2 de Junho de 2009.

O Grupo de Acção Cultural de Válega e a família de Glória de Sant’Anna instituíram, em 2012, o ‘Prémio Literário Glória de Sant’Anna’.

Obras Publicadas:

Poesia

Distância (1951)

Música Ausente (1954)

Livro de Água (1961)

Poemas do Tempo Agreste (1964)

Um Denso Azul Silêncio (1965)

Desde que o Mundo e 32 poemas de intervalo (1972)

Amaranto (1983)

Não eram Aves Marinhas (1988)

Solamplo (2000)

Algures no Tempo (2005)

E nas Mãos Algumas Flores (2007)

Trinado para a Noite que Avança (2009)

Gritoacando 1970-1974 (2010)

Prosa

…Do Tempo Inútil (1975)

Ao Ritmo da Memória (2002)

Contos

Chico Simba

Zum-Zum (1995)

O Pelicano Velho (2003)


Principais Obras Publicadas

Trinado para a Noite que Avança
2009, Edição de Autor

  MÁGOA . não vêdes que vou a caminho da saida . e que por isso conto coisas que me são queridas . e não contaria . se não fosse esta aura de espanto e de espectativa . não vêdes que a solidão trazida me cobre a face os ombros … Ler mais

O Pelicano Velho
2002, Câmara Municipal de Ovar

“(…)O pelicano velho relembra histórias vividas na aprendizagem dos dias, dias repletos dum sol vermelho de acácias floridas e um mar azul com reflexos de prata. São deste tempo, as histórias que nos conta na vivência que transportou de africa até esta europa fria e morna. São deste tempo as … Ler mais

“Estamos frente a frente. Eu tenho os braços nos braços da cadeira e a mão esquerda encostada ao queixo – posição que não durará muito porque eu gosto de me exprimir também com gestos. Apesar de não ser bonito, dizem. Ele, do outro lado da mesa, não tem mais de … Ler mais

Solamplo
2000, Ndjira

Colectânea de poesia de Glória de Sant´Anna, com prefácio de Eugénio Lisboa. “Mas aquilo a que poderíamos, sem exagero, chamar a sua ‘glória’, nada teve de ruidoso. Foi sempre uma personagem de um pudor e ‘retiro’ exemplares”.

Zum-Zum
1995, Edições Dinossauro

Literatura Infantil.

Amaranto
1983, INCM - Imprensa Nacional-Casa da Moeda

“Poema Décimo Primeiro” A negra tombou entre os agrestes ramos e um súbito espanto. (está morta e as aves cantam) Do seu ventre aberto ao sol que se inclina esvai-se o longo fio que a tecia. (está morta e o vento desliza) Da face suspensa na folhagem magoada descai o … Ler mais

Livro de Água
1961, Edição de Autor

Lourenço Marques – Moçambique – Prémio Camilo Pessanha


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