António Cabral

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Data Nasc: 30/04/1931 Naturalidade: Castedo do Douro

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António Joaquim Magalhães Cabral foi um escritor português que se destacou em géneros como a Poesia, Ficção, Teatro, Ensaio Literário, Etnografia e Ludoteoria.

Iniciou a atividade literária aos 19 anos com a publicação do livro de poesia Sonhos do meu anjo. Ao longo de 56 anos de carreira dedicada à escrita, publicou mais de 50 livros, dedicando-se em paralelo ao estudo apurado e divulgação das tradições populares portuguesas.

Colaborou em jornais e revistas de todo o país, co-fundou as publicações Setentrião, Tellus e Nordeste Cultural, participou em programas televisivos, radiofónicos e conferências, contribuiu com textos para várias antologias, coletâneas e manuais escolares, prefaciou livros. Alguns dos seus poemas foram cantados, no período pré 25 de abril, por Francisco Fanhais, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire e, mais recentemente, pelos Xícara.

No campo da intervenção sociocultural dirigiu, a nível distrital, instituições como o F.A.O.J. (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis) e o I.N.A.T.E.L. (Instituto Nacional de Aproveitamento dos Tempos Livres), fundou e co-fundou o Centro Cultural Regional de Vila Real (C.C.R.V.R.) e A.N.A.S.C. (Associação Nacional dos Animadores Socioculturais), respetivamente. Como Presidente do C.C.R.V.R., promoveu cinco encontros de escritores e jornalistas de Trás-os-Montes e Alto Douro e impulsionou a realização de vários encontros de jogos populares em Portugal e no estrangeiro.

Diplomado em Teologia pelo Seminário de Santa Clara de Vila Real e Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto, António Cabral exerceu atividade docente nesta cidade de 1961 até 2007, no ensino particular, secundário e Magistério Primário, com um breve interregno entre 1988 e 1991, anos em que se dedicou à investigação de jogos populares e ludoteoria como bolseiro do Ministério da Educação.

Foi agraciado com as medalhas de prata de mérito municipal pelas autarquias de Alijó (1985) e Vila Real (1990).

António Cabral faleceu a 23 de Outubro de 2007. Tinha 76 anos de idade. Nesse mesmo ano de 2007 publicou o livro de poesia O rio que perdeu as margens e deixou no prelo A tentação de Santo Antão, prémio nacional de poesia Fernão Magalhães Gonçalves.

Em 2011, o Município de Vila Real criou o Prémio Literário António Cabral.


Principais Obras Publicadas

Poemas Durienses
2017, Opera Omnia

(1ª edição 1963, Edição de Autor) 54 anos após a sua publicação, o livro emblemático de António Cabral, “Poemas Durienses”, com linóleos e capa do pintor Nuno Barreto, volta às estantes das livrarias portuguesas. Com edição da Opera Omnia e prefácio de Antonio Manuel Pires Cabral. DESCALÇA VAI PARA A … Ler mais

NÃO TE ACOMODES Se te acomodasses a este lugar, deixarias de o ter na pele onde tudo acontece, antes da respiração, mesmo aquele penhasco, já dentro de ti, sempre a ameaçar desprender-se. Não te acomodes, se és vento.

POSFÁCIO A poesia é um jogo e os poetas sentem-no bem, quando efetuam sobre o abismo que ela nos abre, um salto mortal. Um riso de vogal a subir a uma consoante exemplifica o jogo como alegria. Entre a ciência e a poesia há pelo menos esta diferença abissal: a … Ler mais

Bodas selvagens
1997, Tartaruga

1. Plásticos e latas, nós de gravatas. Eis o luxo do lixo no canto que eu canto. Moscas voando rentes a caras de presidentes. E gatas e gatos que passam muito bem sem ratos. 2. Plásticos e restos de sonhos indigestos. Num fragmento de porcelana preta, este nome: Julieta. Velho … Ler mais

A noiva de Caná
1995, Editorial Notícias

Uma quinta no Alto Douro e uma estória que se vai construindo com ela, afeiçoando-se num jogo sexual que tem tanto de amoroso como de feroz. Há sempre um discurso dentro de outro discurso no cruzar ininterrupto do tempo. Aqui nada é definitivo – concentração de coisas, logo dispersas, à … Ler mais

Entre o azul e a circunstância
1983, Livros do Nordeste

ARTE POÉTICA Palavra que não se invente não é quente. Palavra que não tem dente não é gente. Flor que (fruti)fique no ramo todo o ano e o vergue para o chão ao alcance da mão.

Aqui, Douro
1961, Edição de Autor

Aqui, Douro. O Paraíso Do vinho e do suor. Dum rio, no verão, ossudo e magro, Como as pessoas, Quando as águas se recolhem às sombras Cortadas apenas pelos assobios dos barqueiros E pescadores, Sonhadores e descalços, (Ah os pobres são todos sonhadores!) Quando o sangue é puxado aos braços … Ler mais


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