António Alçada Baptista

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Data Nasc: 29/01/1927 Naturalidade: Covilhã

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António Alfredo da Fonseca Alçada Tavares Baptista nasceu em 1927, num meio conservador, filho de uma família católica e abastada da Covilhã.

Licenciado em Direito em 1950, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, António Alçada Baptista dedicou-se pouco mais de sete anos à advocacia.

Em 1953 entra para a Direcção do Centro Nacional de Cultura, de que fará parte novamente em 1959, sendo eleito Presidente em 1972.

Entre 1957 e 1972 foi director da Moraes Editora, responsável pela publicação de jovens autores portugueses, mais tarde nomes consagrados da literatura como Alexandre O’Neill, Jorge de Sena, Maria Velho da Costa ou António Ramos Rosa. A 29 de Janeiro de 1963 fundou a revista “O Tempo e o Modo” –  com inspiração matricial da Esprit francesa e símbolo da geração de 60.

Em 1970 estreia-se na publicação com ‘Documentos Políticos (crónicas e ensaios)’, um livro construído em torno de algumas intervenções feitas por ocasião da campanha eleitoral que um ano antes fizera para a Assembleia Nacional, pela Oposição Democrática.

De 1971 a 1974 é assessor para a Cultura. Após o 25 de Abril, dirigiu o jornal O Dia (1975) e foi presidente do Instituto Português do Livro (1979-1986).

É condecorado com a Ordem Militar de Cristo pelo Presidente da República Ramalho Eanes, em 1983.

Em 1885 estreia-se como romancista e novelista, com o livro “Os Nós e os Laços”, obra que lhe mereceu, no mesmo ano, reconhecimento literário com a atribuição do Prémio Literário Município de Lisboa (prémio de prosa e ficção ex-exquo) e do Prémio P.E.N. – Clube Português de Ficção.

Em 1995, é condecorado com a Grã-cruz da Ordem do Infante pelo Presidente da República Mário Soares.

Foi Membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores (1990); Cronista da revista “Máxima”, (1992-2006), Administrador/consultor da Fundação Oriente (1996-2002), Director da revista quadrimestral “Oriente “ (2001); Sócio Correspondente da Academia Brasileira de Letras; Sócio da Academia das Ciências de Lisboa e Sócio da Academia Internacional da Cultura Portuguesa.

Em 1998 lança o livro “A Pesca à Linha – Algumas Memórias”, obra assumidamente de memórias e recordações, onde revelou o profundo sentido afectivo que caracteriza toda a sua escrita.

Em 1999 foi homenageado pela Câmara Municipal da Covilhã com a atribuição da Medalha de Mérito Municipal.

Em 2007, por ocasião dos seus 80 anos e por iniciativa conjunta dos seus editores e do Centro Nacional de Cultura, foi publicado o volume de homenagem intitulado “António Alçada Baptista – Tempo afectuoso” (coordenação de Guilherme Oliveira Martins e Maria Helena Mira Mateus) onde 45 personalidades escrevem sobre a sua obra.

Faleceu no dia 7 de Dezembro de 2008, em Lisboa.

Após a sua morte, foi homenageado (2009) pela Sociedade Portuguesa de Autores com a medalha de honra desta entidade, tendo, também, sido criado um prémio de literatura memorialista e autobiográfica com o seu nome.

O Município de Lisboa homenageou-o, atribuindo-lhe o nome de uma rua da cidade, em 2014, ano em que o Município da Covilhã instituiu o Prémio Literário “António Alçada Baptista – Cidade da Covilhã”.

Disse de si próprio ser o “escritor de afectos”, “com uma sensibilidade feminina”.

Obras publicadas:

Documentos Políticos (crónicas e ensaios), 1970
Peregrinação Interior I – Reflexões sobre Deus, 1971
O Tempo nas Palavras, 1973
Conversas com Marcello Caetano, 1973
Peregrinação Interior II – O Anjo da Esperança, 1982
Uma vida melhor, 1984
Os Nós e os Laços (romance), 1985
Catarina ou a Sabor da Maçã, 1988
Tia Suzana, Meu Amor (romance), 1989
O Riso de Deus (romance), 1994
A Pesca À Linha, Algumas Memórias, 1998
O Tecido do Outono (romance), 1999
Um olhar à nossa volta (crónicas), 2002
A Cor dos Dias, 2003

 


Principais Obras Publicadas

O Riso de Deus
2009, Editorial Presença (reedição)

Ao acompanhar a vida de Francisco, o personagem central deste romance, ao longo das suas escolhas, da sua procura, ao acompanhá-lo ao longo das suas deambulações pelo mundo, pela história, ao sabor dos acasos e encontros e, muito especialmente , da intimidade de algumas mulheres cúmplices da mesma procura, o … Ler mais

Uma vida melhor
2005, Oficina do Livro (reedição)

Ilustrações: Teresa Conceição Esta “história indecente para os meninos lerem às escondidas” fala-nos da infância do senhor doutor Luís, “uma pessoa muito importante, cheio de rugas e tosse”, e da sua busca por uma vida melhor. No dia em que a sua inteligência atinge o esplendor, o senhor doutor Luís … Ler mais

A Cor dos Dias
2003, Editorial Presença

Autor de quatro romances e uma novela, foi através dos livros de memórias e reflexões que António Alçada Baptista, 77 anos, se afirmou na literatura portuguesa. A sua “Peregrinação Interior” (em dois volumes) ainda hoje é um marco, com sucessivas reedições, aliás como o resto da sua obra. E o … Ler mais

Um Olhar à Nossa Volta
2002, Editorial Presença

Conhecido por todos como um atento e incomparável analista social da sua época, António Alçada Baptista, foi sempre, ao longo dos anos, registando em palavras o que lhe ia na alma. Exímio e único na arte de retratar os comportamentos sociais, este livro – Um Olhar à Nossa Volta – … Ler mais

O Tecido do Outono
1999, Editorial Presença (reedição)

Filipe casara ainda jovem com Matilde, mas nunca fora capaz de classificar a relação de ambos. Aos trinta anos encontra Bárbara, uma mulher que partilha com ele a procura incessante pela esfera do divino. Com ela vive uma forte paixão pautada, no entanto, pelo fatalismo. Só então, magoado, redescobre Matilde, … Ler mais

Peregrinação Interior – Volume II O Anjo da Esperança
1999, Editorial Presença (reedição)

Depois de «Peregrinação Interior I», Alçada Baptista publicaria onze anos mais tarde, em 1982, o segundo volume deste seu texto de reflexões que obteria tal como o primeiro um sucesso invulgar. Em tom confessional Alçada Baptista reflecte, num livro que se lê como um romance, sobre si mesmo, os outros, … Ler mais

Peregrinação Interior I – Reflexões sobre Deus
1999, Editorial Presença (reedição)

Publicado pela primeira vez em 1971, este texto de reflexões de António Alçada Baptista obteria de imediato um sucesso invulgar. Em tom confessional Alçada Baptista reflecte, num livro que se lê como um romance, sobre si mesmo, os outros, a sociedade, a política, a ideologia e a religião, através de … Ler mais

Conversas com Marcello Caetano
1973, Moraes Editora

Excerto: “… Foi ali, na Faculdade de Direito, num dia de Outubro de 1947, que conheci o Professor Marcello Caetano. Esbracejava eu com o meu segundo ano e ensinava-me Direito Administrativo. Eu tinha vindo da província: da Beira-Baixa, concelho da Covilhã, onde a sombra da Universidade de Coimbra se impunha … Ler mais


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