Escritaria 2016 celebra Alice Vieira e a literatura para jovens

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Após terem sido homenageados em Penafiel vários autores – Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge e Mário Cláudio -, nesta nona edição da Escritaria, em Penafiel, que decorre de 6 a 9 de outubro, é a vez de Alice Vieira, que terá a partir de amanhã as ruas principais da cidade decoradas com imagens suas, aspetos da obra destacados em exposições e irá inscrever numa parede da cidade uma frase que escolheu para deixar como memória deste fim de semana prolongado em que o autor convive com os leitores.

Satisfeita e surpreendida com a homenagem, Alice Vieira não nega que lhe tenha dado alegria: “Ando nisto há tantos anos que sabe bem o reconhecimento.” Não se fica por aí, pois considera que ao ser escolhida também se presta uma homenagem a este género de literatura: “Que nem sempre é valorizado da forma que merece.”

A autora sabe do que fala, porque percorre repetidamente várias escolas em encontros com os alunos e revê nas suas opiniões o prazer da leitura: “Por muita tecnologia que haja, os jovens ainda gostam de ler um livro. E eu tenho sorte porque os meus estão entre os eleitos.” Até porque muitos são oficialmente recomendados como leitura, como Chocolate à Chuva, e vários representados nas encenações teatrais realizadas nas escolas, o caso de Leandro, Rei da Helíria.

Quanto a ter uma Escritaria só para si, Alice Vieira diz o seguinte: “É uma terrível responsabilidade e ando muito preocupada nestes últimos dias porque não sou de homenagens. Não me importo que os leitores falem comigo na rua, mas assim é muito diferente.” A escritora conhece bem Penafiel, aonde costuma ir à Biblioteca, mas aflige-a a exposição pública. No entanto, refere: “Fico muito agradecida que se tenham lembrado de mim.” Entre os vários oradores presentes estarão Tolentino Mendonça a comentar a poesia ou Mário Zambujal a parte jornalística.

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