‘Conhecimento de Si na Sociedade do Conhecimento’ na Reitoria da Universidade do Porto

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Na quarta-feira, 13 de Dezembro, será lançado o livro “Conhecimento de Si na Sociedade do Conhecimento – Cinco textos inquietos”, coordenado por Luís Fernandes. A obra reúne textos de Luís Fernandes, Maria Teresa Sá, João Salgado, Miguel Ricou e Eduardo Sá.

A sessão decorre na Reitoria da Universidade do Porto, na sala do Fundo Antigo, às 18h15, com as presenças de Luís Fernandes, Miguel Ricou e João Salgado.

«A atitude que guia o livro: “A ciência interessa sobretudo enquanto contributo para a sabedoria. Sozinha é redonda, quer sempre mais do mesmo, que é saber mais sobre o que já sabe.” (da introdução). Esta obra inscreve-se na linha de todas quantas contribuem para um conhecimento inquieto: mais do que transmitir conteúdos interroga-se acerca deles; mais do que o dado adquirido, procura-lhe a razão e a operatividade; mais do que difundir certezas, levanta questões – desde logo as que moveram os autores na sua escrita.
Os conteúdos – os cinco textos aqui reunidos, todos da autoria de psicólogos que aliam a docência e investigação académicas à intervenção, tratam de temas aparentemente distintos entre si: a produção do saber psicológico (Luís Fernandes), a escuta no espaço terapêutico (Maria Teresa Sá), as consequências pessoais e sociais do sofrimento psicológico tomando como analisador a depressão (João Salgado), o exercício da profissão de psicólogo, abordada nas suas dimensões identitária e ética (Miguel Ricou) e nas suas possibilidades de intervenção nos grandes problemas da nossa sociedade, largamente ainda por concretizar (Eduardo Sá).

Esta obra não segue a tendência atual que consiste na produção de livros a partir de um conjunto de papers. Partindo da crítica da redução da comunicação em ciência ao formato de paper, os seus capítulos seguem cada um uma modalidade distinta, desde a que é próxima do artigo científico à de reflexão pessoal sobre uma prática, desde a de divulgação de conhecimento especializado a públicos mais alargados até à que propõe debate ou à que se aproxima do manifesto.

O traço de união entre esta aparente heterogeneidade é o questionamento sobre que tempo é este que nos tocou viver, interrogando-se sobre as contradições duma sociedade do conhecimento que possui uma enorme quantidade de informação e uma grande capacidade de a fazer circular mas que tem dificuldade em nos tornar mais senhores de nós próprios. Dito doutro modo, é um livro sobre as condições de possibilidade duma prática, tanto nos constrangimentos à produção de saber como nas resistências aos seus modos de intervir e ao seu reconhecimento enquanto corpo teórico-prático com identidade própria.»

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