“Quando Eu For… Grande” é o LIVRO DO MÊS de abril de 2017

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Quando Eu For… Grande

Texto: Maria Inês Almeida

Ilustração: Sebastião Peixoto

Edição: Planeta Júnior

48 páginas

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O livro "Quando Eu For... Grande", de Maria Inês Almeida, foi o vencedor da votação de abril de 2017 da iniciativa LIVRO DO MÊS – uma parceria escritores.online Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. – que coloca à votação, todos os meses, quatro livros escritos em língua portuguesa.

As quatro obras em causa são escolhidas pelas diversas Coordenações do Ensino de Português no Estrangeiro do Camões, I.P.

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Sinopse:
Livro recomendado para o 1º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma, e incluído no Plano Nacional de Leitura.

Uma criança pode dizer, com razão, quando for grande vou comer pastilhas elásticas. É a humana natureza da criança: quando for grande vou fazer isto e aquilo. Respondemos a muitas perguntas em crianças, formuladas por nós ou por outros. Os mais novos cedo compreendem que os grandes sonhos só lhes estão reservados para a vida adulta: um crescido – pensam eles – é aquele que tem vontade autónoma, faz o que quer e pode escolher a sua maneira de viver.

Os próprios adultos estimulam a expressão desses sonhos, com a sua permanente curiosidade por saberem quais as ambições dos filhos quando forem maiores. Queres ser o quê? Mas, mais do que uma profissão, a vida infantil decorre com a permanente lista dos desejos para a vida adulta. Os desejos de uma criança refletem os seus propósitos naquele momento, não os que terá quando for mais velha. Devíamos, cada um de nós, deixar registados os anseios que sentimos nos primeiros anos da existência, para podermos mais tarde lançar um olhar nostálgico sobre como éramos e nunca mais voltaremos a ser. Ah, e se pensarmos bem, os desejos exprimem, acima de tudo, a perplexidade da criança pelo estranho mundo adulto e os mistérios da natureza.

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A opinião da autora:

« “Quando eu for… Grande” é um livro muito especial, um dos meus primeiros. Foi o meu filho que me deu a ideia. Ele tinha três anos, uma vez chegámos à praia e ele disse-me ‘Mãe, onde é que está a porta da praia? Quando eu for grande vou descobrir onde está a porta da praia?’. Porque tudo para ele tinha uma porta – a casa, o supermercado, a igreja, o carro, a escola. Foi uma pergunta tão bonita, tão ingénua, que eu pensei que tinha de fazer um livro sobre isto de ‘quando eu for grande’, mas não o ‘quando eu for grande’ das profissões; o ‘quando eu for grande’ dele era porque ele desejava muito ser grande, para que acontecessem coisas. Este livro é sobre esses desejos tão simples de quando se é miúdo. Como ‘quando eu for grande vou comer todas as pastilhas elásticas’, porque a mãe provavelmente não deixa comer todas as pastilhas elásticas. Isso é muito engraçado porque, se pensarmos um pouco e recuarmos, nós desejamos sempre ser grandes – para ter a carta de condução, para entrar numa discoteca, para um dia trabalhar e ter dinheiro. Vamos tendo sempre imenso desejo de crescer.

Este livro termina de uma forma importante: quando eu for grande não me quero esquecer que um dia fui criança. Isso é muito importante: continuarmos a crescer mas nunca nos esquecermos que fomos crianças e não termos vergonha de certas coisas, de continuarmos a ser crianças nessa ingenuidade e nessa leveza. »

Maria Inês Almeida

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Maria Inês Almeida nasceu em Lisboa a 25 de fevereiro de 1978. Jornalista de formação dedica-se à autoria de livros infantojuvenis. Em 2006, foi-lhe atribuído o Prémio Revelação do Clube de Jornalistas.

Para além da atividade de jornalista, dedicou-se à escrita para jovens, começando por publicar uma coletânea de histórias para crianças escritas por políticos, Contos Pouco Políticos, e passando, em seguida, a ser, ela própria, a autora das histórias. Nunca mais parou.

destinado a apresentar propostas diárias de diversão e ocupação dos tempos livres para as crianças.
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