O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas

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Ano: 2007 | Editora: Presença

Joel Neto estreou-se na ficção com o romance “O Terceiro Servo”, que obteve um excelente acolhimento do público e da crítica. No ano de 2001 publicou em diversos jornais e sites, nacionais e estrangeiros, a série de ficção «Classe de 74», e são justamente as versões integrais desses textos que se reúnem sob o título “O Citroën que Escrevia Novelas Mexicanas”. As suas páginas revelam-nos perspectivas inusitadas das vidas de homens e mulheres comuns, com quem nos cruzamos no nosso quotidiano, e, no entanto, únicos nas múltiplas singularidades que compõem o quadro das suas existências. E é ao conhecermos mais de perto as particularidades que os tornam tão especiais, tão dignos de nota, que nos sentimos mais próximos das personagens destas histórias. Todas elas entraram, de uma forma ou de outra, na vida do narrador, em Lisboa ou nos Açores, e calaram fundo na sua alma – Norberto Massinga, um polícia negro que todos os dias reúne uma assistência assídua a quem conta histórias no meio da rua; Francisco Alvindo Cordeiro, o tio-avô do narrador, um homem pobre, pequeno e humilde que julga ser James Bond; Pedro Machado de Sousa, para quem a vida se tornou insuportável, pois em todos os sons ouve música e busca, eternamente, o som perfeito; ou ainda, aquele mendigo sem nome que o narrador encontra a cada canto de Lisboa. Instantes díspares de vidas aparentemente longínquas, unidas pelo mesmo olhar que as observa, que se sente próximo, solidário, de alguém que partilhou e aprendeu e se reviu nos seus sonhos, nas fantasias, medos, encantos, desilusões, alegrias, sucessos ou cobardias. Um livro admirável, que nos confronta com as muitas realidades que podem caber na vida humana.

Segundo livro do jornalista Joel Neto (n. Açores, 1974), “O Citroën que Escrevia Novelas Mexicanas” é uma colectânea de histórias do quotidiano, publicadas em jornais e “sítios”, com referências autobiográficas (os Açores, o jornalismo) e num registo a maior parte das vezes humorístico. Há um negro que conta histórias no meio da rua, um avô, homem humilde e pobre, que julga ser James Bond, um jovem à busca do som perfeito e que em todos os sons ouve música, um mendigo. Pessoas comuns, no entanto singulares. Como disse Vamberto Freitas a propósito de Joel Neto: “faz lembrar de modo comovente as histórias minimalistas de um Raymond Carver”.
O livro acaba de ser adoptado pela universidade dos Açores como leitura obrigatória do programa da cadeira de Literatura Açoriana no ano lectivo 2002-03.


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