Fontes de guerra, Fontes de paz

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Ano: 2013 | Editora: Textiverso

A acção deste romance tem início logo após a devastação e o medo vividos durante a última das invasões francesas, na região de Leiria (1810-1811). É, pois, um romance de época, mas sem a preocupação do rigor histórico, cuja trama conduz à paixão de duas personagens colocadas em lados opostos da barricada, enaltecendo, embora, a vitória do amor e da paz sobre o ódio e a guerra. Fontes é a aldeia inspiradora. O nome desta obra identifica a aldeia onde nasce o rio Lis, na freguesia de Cortes (Leiria), e onde também se desenrola uma boa parte dos episódios. É uma aldeia rural simples, mas que ressuma a sabedoria dos homens humildes, decorada pela beleza com que a força da natureza a completou.

Ao eleger como cenário o flagelo das invasões francesas que, no início do século XIX, destruíram o país e, em especial, a região Centro, Jaime Martins recria as tensões que então se viveram, com as crueldades perpetradas, mas igualmente com os actos heroicos e os gestos de humanidade que sempre emergem nestes conflitos.

Uma história de amor quase impossível é o fio condutor deste romance que fala de guerra e de ódio, mas também de paz e de entendimento, numa teia que envolve convicções maçónicas jacobinas e fanatismo religioso institucional, mas também dedicação e humanismo, mas também abnegação e trabalho. É, em última instância, um hino ao lugar das Fontes, lugar abençoado e de eleição para ninhos de amor. Fontes de paz coleante, depois de caudais de guerra devastadora.


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