Depois de Dezembro

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Escritores > António Carlos Cortez > Depois de Dezembro


Ano: 2010 | Editora: Licorne

Prémio SPA/RTP para a melhor livro de poesia 2011

«Sujeita à erosão provocada pela “água do tempo”, a biografia só pode ser inventada”, e o poema passa a ser o lugar da “solidão implacável”, em que a realidade se reduz à “arte torpe das palavras”, feita sob uma luz “enganadora”. Há como que um paradoxo: por muito que o poeta use uma “lente de aumentar” (a poesia), “a imagem diminui/agora o mundo”. O gradual fechamento não impede, ainda assim, a circulação de certas imagens e temas: a ideia de regresso, o espaço da casa, o amor, o vento, a perda, o rio, a memória.»
José Mário Silva, Expresso

«A propensão que há nesta poesia para a subjectividade é de certo modo posta em suspenso, como se obedecesse à “lição do olhar” a que o autor se refere num soneto que se transcreve aqui parcialmente: “Cesário Verde deu-nos esta lição/ do olhar mesmo se a noite resiste// Arde o coração quando se escreve/ sobre os dias cansados ou as pessoas/ que foram partilhando connosco a vida// Abrir o olhar ao que nos deve/ conduzir nesta floresta de símbolos/ vendo de novo a eterna criança.”»
Fernando Guimarães, JL


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