Rui Zink

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Data Nasc: 16/06/1961 Naturalidade: Lisboa

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Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (desde 1997), licenciou-se na mesma Universidade em Estudos Portugueses (1984) e obteve os graus de Mestre em Cultura e Literatura Popular (com tese sobre José Vilhena em 1989) e de Doutor em Literatura Portuguesa (com uma tese sobre Banda Desenhada em 1997, sendo a primeira a ser apresentada em Portugal sobre o tema).

Foi igualmente Professor do Ensino Secundário (1983-1987), Leitor de Língua Portuguesa na Universidade de Michigan (1989-1990) e Professor Convidado na Universidade de Massachusetts, Dartmouth (2009-2010).

É creditado como um dos pioneiros – ou o – dos cursos de «escrita criativa» em Portugal, no início da década de 90, primeiro na FCSH e depois na Aula do Risco. Hoje dá seminários ocasionais na Escola de Verão da FCSH-UNL ou em outros países.

Enquanto escritor, foi autor de vários livros, de entre os quais, ensaios e ficção, se salientam talvez os romances Hotel Lusitano (1987), Apocalipse Nau (1996), O Suplente (1999) e Os Surfistas (2001), e a novela O Anibaleitor (2006).

Colaborou ainda em jornais e revistas, entre os quais o semanário O Independente (1991) e a revista K (1992). Enquanto tradutor, traduziu obras de Matt Groening, Saul Bellow e Richard Zenith.

Rui Zink recebeu o Prémio do P.E.N. Clube Português pelo romance Dádiva Divina (2005), e representou Portugal em eventos como a Bienal de São Paulo, a Feira do Livro de Tóquio ou o Edimburgh Book Festival. Em 2011, foi monitor de dois seminários de escrita no Cairo e, nesse mesmo ano, a convite da organização, o escritor português presente no Parlamento Europeu de Escritores em Istambul.

Com António Jorge Gonçalves, criou as novelas gráficas Rei e Arte Suprema.

Em 2012 publicou A Instalação do Medo (levada aos palcos em encenação de Jorge Listopad), livro segundo da tetralogia sobre a crise iniciada em 2008 com O Destino Turístico, continuada em 2014 com A Metamorfose e Outras Fermosas Morfoses e concluída em 2015 com a novela Osso.

O livro sagrado da Factologia é sua mais recente obra, publicada em fevereiro de 2017.

Livros seus estão traduzidos em: alemão, bengali, croata, francês, hebraico, inglês, japonês, romeno e sérvio.

Inseridos em antologias ou outras publicações: búlgaro, chinês, espanhol, finlandês, húngaro, italiano, russo.


Principais Obras Publicadas

Este romance responde à mais crucial questão do século XXI. A saber: o futuro vai ser bem ou mal passado? «Você está curioso. Não está feliz, está até um bocadinho zangado, ainda lhe doem os pulsos das algemas, mas está curioso. Continua a achar que somos uma cambada de malucos, … Ler mais

O Destino Turístico
2015, Teodolito

– Está bem, mãe… – Não me digas está bem só para me calares – ralhou ela. E, mais suave: – Amanhã sais cedo? – Sim, mãe. – Pensava que era o teu dia de folga. – Um turista foi raptado. Tenho de ir libertá-lo. – Outra vez? Muito gosta … Ler mais

OSSO
2015, Teodolito

Algures numa base secreta, o famigerado Castelo de Se, um homem interroga outro? Claro que isto só pode ser o princípio de uma bela amizade. – Tempos desgraçgh pdgrrhbemlm. – O quê? – Tempos desgraçados pedem desesperos engraçados. – Ah. – Já consegue ouvir? – Agora ouço.

O Anibaleitor
2014, Teodolito

«A pouco e pouco, à medida que nos aproximávamos do nosso destino, os nomes iam ficando mais sinistros: numa manhã de neblina deslizámos Mar das Serpentes adentro. Dois dias depois estávamos no Lago da Morte, paredes meias com o Lago dos Sonhos. Quando entrámos no Pântano das Epidemias, já quase … Ler mais

Como conseguiu fazer estes contos? Com trabalho e humildade. E conta escrever mais? Com trabalho e humildade. Mas o Nobel este ano parece difícil. Temos de olhar para nós e não para os outros. Você não parece estar na lista dos favoritos. Há que saber respeitar os adversários, sabendo no … Ler mais

A Instalação do Medo
2012, Teodolito

Dois homens batem à porta. «Bom dia, minha senhora, viemos para instalar o medo. E, vai ver, é uma categoria». Recorrendo a frases curtas, à meta-linguagem […] e despido da ironia que o acompanha quase sempre, o escritor constrói uma narrativa que é uma forte crítica ao modelo civilizacional assente … Ler mais

Teresa, uma mulher forte e poderosa, vai ao Japão procurar o filho há muito perdido. Tano, o professor de artes marciais do jovem e seu mentor, é forçado a acompanhá-la, regressando a contragosto ao país natal que há muito não visitava. Duas pessoas e dois universos culturais que parecem muito … Ler mais

O Suplente
2003, Planeta

Por vezes a consciência atinge-nos como um raio, ou uma fatalidade. Daí se poderá dizer que este livro nasce. O autor diz que é, até hoje, o seu romance preferido. Ou aquele que mais tenta dar resposta a interrogações pessoais: «a) Como resolver a perda? b) Como sobreviver ao caos? … Ler mais

Hotel Lusitano
1986, Planeta

Vinte e cinco anos após a primeira edição, só a citação de Eça envelheceu um século neste resumo, pois Hotel Lusitano continua a retratar-nos por inteiro e, se algumas rugas de expressão tiver, só lhe dão mais charme: são do sorriso. Os quartos terão agora televisão, haverá um terraço-bar na … Ler mais


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Entrevista

‘Um bom livro é um que me encanta de forma nunca antes cantada’ - 05/04/2017

Rui Zink, quando é que surgiu a sua vontade de escrever ficção e de publicar? Quando deixei de me entusiasmar pelo desenho e descobri, com a leitura de Crime e Castigo, que uma imagem nem sempre vale … Ler mais

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