Raquel Serejo Martins

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Escritores > Raquel Serejo Martins

Data Nasc: Naturalidade: Vilarandelo, Vila Real

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Uma definição?

Sou coisa de difícil explicação.

Um gosto e um desgosto?

Talvez por ser trasmontana, possível porquê, gosto do Inverno, a lenha a crepitar na lareira, a água a apitar na chaleira, o chá a fumegar na chávena, o aconchego dos gatos, os cachecóis, os gorros.

E não, não gosto do Inverno, o frio, a chuva, os ossos, apesar de, na minha balança pesam toneladas, em bicos de pés fingindo leveza, irreprimíveis, saudades da neve e das amendoeiras em flor.

As saudades da neve afogo-as no mar e porque pesadas vão ao fundo num ápice, das amendoeiras levo-as a dançar com os jacarandás.

Viste?

Não, não vi.

Pois é!

Da música, o samba, o jazz, a ópera, o fado, a clássica, que o mesmo é dizer, a Elza, a Elis, a Holly Cole, a Callas, o Camané, o Bach, o Bomtempo, o Schubert, o Gershwin e sempre o meu Buarque e o meu Sabina.

Dos pássaros, andorinhas, gaivotas e corvos.

Da dança o flamenco e a Bausch.

Da arquitectura o Siza, o Corbusier, o Niemeyer, o Mies.

Da pintura a Rego, o Pomar, o Amadeo, o Manta, os impressionistas em que Caillebotte o preferido, e, no talento e no afecto, a Ana Cristina Dias.

Da fotografia o Capa, o Castello-Lopes, a Cunningham, o Gageiro, o Korda, só na secção a preto e branco.

Do cinema, os realizadores, os actores, tantos que vou dizer nome nenhum.

Dos livros, percebo que com o tempo construí uma geografia óbvia, os latinos, os mediterrânicos, os sul-americanos e a somar os russos.

Um desgosto, mousse de chocolate, gostava muito, deixei de gostar.

Um desgosto a sério, a morte do meu pai.

 .

Nasceu em 1974, depois de Abril.

Em Vilarandelo aprendeu a andar de bicicleta e teve aulas de piano.

Em Valpaços começou a fumar.

Em Coimbra aprendeu a nadar e trabalhou na RUC-Rádio Universitária de Coimbra.

Em Braga começou a praticar yôga e adoptou 2 gatos.

Em Guimarães conheceu os companheiros maiores das suas viagens.

Em Lisboa começou dançar flamenco e a estudar italiano.

É, desde Setembro de 2016, cronista ou contista na revista Sábado on-line.

Tem em papel:

   · A Solidão dos Inconstantes (2009), romance, Editorial Estampa

   · Pretérito Perfeito (2013), romance, Editorial Estampa

   · Como se um Peixe um Poema (2014), conto: Revista Egoísta n.º 52: Revolucionar, edição comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril

   · O Faroleiro (2015), conto: Por Longos Dias, Longos Anos, Fui Silêncio – Uma Breve Antologia de Autoras Transmontanas, Âncora Editora

   · Como um Caracol com Asas (2015), conto: Revista Três Três n.º 5: Erro

   · Aprendizes de Equilibristas (2015), crónica: Flanzine #9 (+1): Muro

   · Aves de Incêndio (2016), livro de poesia, Poética Edições

   · O Mundo a Encolher (2016), conto: Revista Três Três n.º 6: Marginal

   · Eva Fora de Água (2016), crónica: Flanzine 7+7: Adão e Eva

   · Peixes de Asfalto (2017), poema: Revista Três Três n.º 7: Sintoma

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Principais Obras Publicadas

Subúrbios de Veneza
2017, Poética Edições
Aves de incêndio
2016, poética edições

Um livro de poesia que tem dentro giestas, cães, gatos, búzios, garrafas de sumol, pacotes de batatas fritas, pés descalços, corpos em brasa, cantatas de Bach, erros de ortografia, ângulos agudos, peças de fruta, gravatas de cor lilás, o Torga, o Camões, o Quevedo, bolachinhas de manteiga, jacarandás, amendoeiras, metáforas, … Ler mais

Pretérito Perfeito
2013, Editorial Estampa

Pudesse toda uma vida caber num livro? Nestas páginas, assombradas pela inevitabilidade da morte, as memórias são o pretérito perfeito do verbo viver. Eu vivi, diz-nos a personagem principal desta autora, hábil na construção da narrativa, na forma como nos leva pela mão até ao fim, a um fim anunciado … Ler mais

A Solidão dos Inconstantes
2009, Editorial Estampa

O relógio, o chefe, os sapatos, as gravatas, o aspirador, o fogão, o mecânico de automóveis, o trânsito, a TV, o sofá, o café, o tabaco, as chuvas, as luas, as chaves, as portas, a rede, a sede, o jardim, o gato, o aquário onde demasiados morrem afogados para lá … Ler mais


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Entrevista

‘Gosto de ouvir os outros, cada pessoa tem em si milhões de histórias’ - 04/05/2017

Raquel, quando é que surgiu a sua vontade de escrever ficção e de publicar? Sempre escrevi. Na escola primária comecei a encher cadernos de coisas a que não sei nem me interessa dar nome, coisas que j … Ler mais

Um comentário

  1. Quito Arantes
    | Responder

    Vou tentar comprar um livro seu.
    Sucesso para a sua arte de escrita
    Cumprimentos
    Quito Arantes

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