Mário de Sá-Carneiro

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Data Nasc: 19/05/1890 Naturalidade: Lisboa

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Mário de Sá-Carneiro nasceu em Lisboa, a 19 de maio de 1890.

Foi um poeta e ficcionista português e um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal. Foi um dos mais reputados membros da Geração Orpheu.

Em 1911 frequentou a Faculdade de Direito em Coimbra, mas um ano depois partiu para Paris. Dedicou-se aí a uma vida boémia, à literatura e ao seu confesso desgoverno emocional.

É também em 1912 que, com a publicação da peça de teatro Amizade, que Mário de Sá-Carneiro se estreia na literatura.

Inadaptado socialmente e psicologicamente instável, foi neste ambiente que compôs grande parte da sua obra poética e a correspondência com o seu confidente Fernando Pessoa (documentada em 114 cartas a Fernando Pessoa).

Integrou com Fernando Pessoa e Almada Negreiros o primeiro grupo modernista português, sendo responsável pela edição da revista literária Orpheu.

Colaborou em diversas publicações periódicas.

Sá-Carneiro entrou num processo de destruição. A 31 de Março de 1916, Mário de Sá-Carneiro escrevia a Fernando Pessoa: «Não me perdi por ninguém: perdi-me por mim, mas fiel aos meus versos.» Suicidou-se a 26 de Abril de 1916.

A sua correspondência com outros membros do Orpheu foi reunida em volumes póstumos: Cartas a Fernando Pessoa (2 vols., 1958-1959), Cartas de Mário de Sá-Carneiro a Luís de Montalvor, Cândia Ramos, Alfredo Guisado e José Pacheco (1977), Correspondência Inédita de Mário de Sá-Carneiro a Fernando Pessoa (1980).

Tem, em Camarate, uma escola com o seu nome.

Em 1949 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua, em Alvalade.

De entre a extensa bibliografia passiva de Mário de Sá-Carneiro, destacam-se o catálogo da exposição comemorativa do centenário do seu nascimento – Mário de Sá-Carneiro (1890-1916), Biblioteca Nacional, 1990 –, O Modernismo em Mário de Sá-Carneiro, de Fernando Cabral Martins, Lisboa, 1994, bem como a reedição da sua obra e da correspondência com Fernando Pessoa.

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Principais Obras Publicadas

Ao dispor do público leitor, agora num só volume, uma das correspondências que maior fascínio causou na literatura portuguesa (a partir dela, o cineasta João Botelho fez o filme “Conversa Acabada”). São as 217 cartas e postais que se conhecem de Mário de Sá-Carneiro para Fernando Pessoa (as cartas de … Ler mais

Indícios de Oiro
1937, Edições Presença [Reed. 1983, Colares Editora]

Publicada em 1937 pela revista Presença, é o conjunto dos seus trabalhos mais significativos. A mensagem poética de Indícios de Oiro ecoa postumamente na literatura presencista da geração de 50 e até surrealista, passando por nomes absolutamente diversos como Sebastião da Gama, Mário de Cesariny ou Alexandre O’Neill.

Céu em Fogo
1915, Livraria Brazileira Monteiro & Companhia [Reed. 2013, Edições Vercial]

Estão, nesta obra, reunidas oito novelas. Escritas em 1915, um ano depois de A Confissõa de Lúcio, as novelas de Céu em Fogo revelam alguns dos leit-motiv caros a Sá-Carneiro: o tédio perante um quotidiano banal, e por isso insuportável, a fuga para mundos fantásticos ou quiméricos, a obsessão da morte e do suicídio como … Ler mais

Dispersão
1914, Em casa do Autor [Reed. 1939, Edições Presença]

Primeira obra de poesia apresentada ao público: Dispersão. Esta obra é composta por doze poemas e a sua primeira edição foi revista quer pelo autor quer pelo seu grande amigo, e também poeta, Fernando Pessoa.

A Confissão de Lúcio
1914, Em casa do Autor [Reed. 2017, Bertrand Editora]

A Confissão de Lúcio”, considerada a mais importante obra de Mário de Sá-Carneiro, tem como base o triângulo amoroso entre Lúcio, o seu amigo Ricardo de Loureiro e a mulher deste, Marta. Nesta novela escrita em forma de policial, o narrador, Lúcio, confessa a sua inocência, depois de ter passado … Ler mais

Princípio
1912, Livraria Ferreira - Ferreira Lda. [Reed. 1985, Editora Orfeu]

Conjunto de novelas: Loucura; o Sexto Sentido; Diários; o Incesto.

Amizade
1912, Ed. Arnaldo Bordalo [Reed. 1993, Colares Editora]

Peça original em 3 actos, e escrita por Mário de Sá-Carneiro em co-autoria com Tomás Cabreira Júnior.


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