Armando Silva Carvalho

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Data Nasc: 28/03/1938 Naturalidade: Olho Marinho, Óbidos

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Biografia

Armando Silva Carvalho nasceu em Olho Marinho, Óbidos, a 28 de março de 1938.

Licenciado em Direito, na Universidade de Lisboa, foi advogado, jornalista, professor do ensino secundário e publicitário.

Frequentou o curso de Filosofia da Faculdade de Letras.

É poeta, ficcionista e tradutor.

Publicou Lírica Consumível em 1965, que marcou o início da sua obra poética e que lhe valeu o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Autores.

Desde a década de 1960 colaborou em inúmeros jornais e revistas.

Foi galardoado com vários Prémios Literários, entre os quais, Prémio de Poesia Luís Miguel Nava (2000), Prémio Fernando Namora (2003), Grande Prémio de Poesia APE/CTT (2008), Grande Prémio de Literatura dst (2014), Prémio Autores de 2016, Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia (2016), Prémio Literário Fundação Inês de Castro (2016) e Prémio Literário Casino da Póvoa (2017).

Desde que António Ramos Rosa o incluiu na 4ª série das “Líricas Portuguesas” (1969), chamando a atenção para o facto de a sua poesia ser «essencialmente antilírica e refractária a todas as formas de expressão subjectiva», Armando Silva Carvalho tem estado representado na generalidade das antologias de poesia portuguesa.

Entre as suas traduções mais relevantes, devem citar-se obras de Beckett, Duras, Cesaire, Voznesensky, Genet, E. E. Cummings, Aleixandre e Mallarmé.

Está traduzido em castelhano, russo, francês, inglês, sueco, letão, alemão, italiano e neerlandês.

Armando Silva Carvalho faleceu a 01 de junho de 2017 nas Caldas da Rainha.

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Principais Obras Publicadas

A Sombra do Mar
2015, Assírio & Alvim

Obra Vencedora do Prémio Literário Casino da Póvoa 2017 «A Sombra do Mar» é o novo livro de poesia de Armando Silva Carvalho, premiado com o Grande Prémio DST Literatura 2014 pelo seu livro anterior, «De Amore». De Eugénio a Pessoa, das perturbadoras imagens da actualidade vistas na televisão ao … Ler mais

De Amore
2012, Assírio & Alvim

Depois do brilhante “Anthero, Areia & Água”, distinguido com o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes em 2010, surge agora “De Amore”. Sobre o autor escreveu António Carlos Cortez, no JL: «Armando Silva Carvalho é uma das vozes poéticas mais impressionantes da atualidade[…]».

Anthero Areia & Água
2010, Assírio & Alvim

«Como todos acabamos, acabaste. Mas não acabaste como quase todos acabamos. Sentaste-te num banco de jardim, Separado pelo mar, Separado de ti, separado de separações Que te obrigassem a unir Os ossos redimidos, os músculos mentais Desse palácio de ideias, no dizer de Sérgio, Que durante tanto tempo construíste E … Ler mais

O Amante Japonês
2008, Assírio & Alvim

Grande Prémio de Poesia APE 2008 Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. «Armando Silva Carvalho é um dos grandes poetas nascidos em livro na década de 1960. se ainda fosse necessária, este seu novo livro seria a confirmação.» Manuel Gusmão, Público

O Que Foi Passado a Limpo
2007, Assírio & Alvim

Os poemas que se seguem (a poesia completa/incompleta, esperamos) de um dos mais interessantes autores portugueses contemporâneos foram escritos ao longo de mais de quarenta anos, que são afinal os que vão dos começos da guerra colonial até aos dias de hoje. De facto, Armando Silva Carvalho publicou o seu … Ler mais

O Livro do Meio
2006, Caminho

Em colaboração com Maria Velho da Costa Do início de 2006 a finais de Junho do mesmo ano, Armando Silva Carvalho e Maria Velho da Costa decidiram pôr em correspondência uma cumplicidade de anos de convívio. O resultado é surpreendente, ocasionalmente chocante: Deus, Pátria e Família, revisitados com ferocidade e … Ler mais

Sol a Sol
2005, Assírio & Alvim

Meio – Dia / Meu Dia Na pele sinto o percurso das ondas, Elástico e sólido, fermentado no sal Mais amplo e tenso do que o périplo do sol Que na sua mecânica o corpo reconhece. E, no entanto, este vai-se gerando a si mesmo, Em combustões prodigiosas de vida … Ler mais

Elena e as Mãos dos Homens
2004, Assírio & Alvim

Há mulheres que adoram mascar coisas secas a qualquer hora do dia. Ou da noite. Pevides, grainhas de uva, amendoins, sementes de melão ou melancia. Esses pequeninos amargos da boca. Seja o que for que seja seco. Existe um certo erotismo nesse roer manso e paciente. Sentadas num soalho coberto … Ler mais

«Lisboa, cidade moçárabe foi conquistada aos mouros em 1147 com a ajuda dos Cruzados. Afonso Henriques consegue o título de reino para o seu condado ao papa Júlio II. A nobreza guerreia, o clero reza e também luta, o povo paga os exércitos, vive mal, morre pior. Engrossa e alimenta … Ler mais

Três Vezes Deus
2001, Assírio & Alvim

em colaboração com Ana Marques Gastão e António Rego Chaves “(…) Abrimos o livro Três vezes Deus, de Ana Marques Gastão, António Rego Chaves e Armando Silva Carvalho. É um corpo estranho e fascinante que chega à poesia portuguesa. Um contrabando de silêncio exercido à sombra dos nomes. Uma ardência … Ler mais

O Homem que sabia a Mar
2001, Dom Quixote

Prémio Fernando Namora Na Casa-Cor-de-Rosa vivem Silvestre, “o homem que sabia a mar” e os seus filhos, Rebeca e o pintor Libelinha, adoptado. Silvestre é viúvo de Maria do Céu, que o mar levou (o mar que lhe trouxera a ele primeiro o negócio das traineiras, depois o das conservas); … Ler mais

Lisboas
2000, Quetzal Editores

Prémio Luís Miguel Nava “(…) O dia era soberbo, dezasseis de Junho, Lisboa dava à luz visões phantásticas. À Ribeira, ao caes, à praia do Restelo, vinham bater as ondas de rumores longínquos: maços de cartas, contratos coloniaes, rapinas, assédios demorados, mortes, vagaturas e pardaus. A fortuna corria no céu … Ler mais

Obra Poética 1965-1995
1998, Afrontamento
Canis Dei
1995, Relógio d’Água

Prémio Pen Club ex-aequo

Em Nome da Mãe
1994, Afrontamento

«Armando Silva Carvalho, que com Portuguex (1977) nos havia dado o romance “esquizo-histórico” da nossa identidade revista pelo 25 de Abril, dá-nos com Em Nome da Mãe (1994) a continuação não menos esquizo-histórica da nossa submissão à CEE, naquela que é uma das mais violentas caricaturas do capitalismo avançado visto a partir do nosso … Ler mais

Donamorta
1984, Assírio & Alvim

Primeira edição de uma das obras narrativas do poeta e ficcionista Armando Silva Carvalho, um dos mais importantes escritores portugueses modernos cuja obra, verdadeiramente inclassificável, é abundantemente marcada pelo humor, pela ironia e pelo absurdo.

Alexandre Bissexto
1983, Editorial Presença

Obra de poesia, número 18, da “colecção forma”

Sentimento dum Acidental
1981, Contexto Editora

Obra de poesia

Técnicas de Engate
1979, & Etc.
Armas Brancas
1977, Limiar Editora

Obra poética

Eu Era Dessa Areia
1977, Porto Editorial

Obra poética

Portuguex
1977, Diabril

Romance esquizo-histórico «A Genebra foste tu parar e para quê? Havia um brasileiro que conhecia de marcas e falava num inglês coruscante as regras internacionais dos advertising heads. Passaste o tempo inteiro a olhar o lago, privado do seu jacto gigante e que encantaria o colega plástico. Velhos e velhas passeavam-se … Ler mais

Antologia Poética
1976, Diabril

“Quando, em 1965, saiu a Lírica Consumível, Armando  Silva Carvalho estava já situado na poesia portuguesa. O livro existia desde 1962, ano em que lhe fora atribuído o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores, (…) Alguns dos poemas de Armando Silva Carvalho tinham aparecido nas páginas da Antologia da Poesia Universitária, (1964), … Ler mais

O Uso e o Abuso
1976, Edições Afrodite

Encenou-se a escrita a pensar no que acontece, ainda hoje, com a revista à portuguesa. Nomes, estilhaços de falas e figuras surgem e desaparecem com a finalidade, quase exclusiva, de se evitar a produção do chamado objecto intelectual, obrigado a clássico mote. O equívoco é o jogo. As grandes cenas … Ler mais

O Alicate
1972, Presença
Os Ovos d’Oiro
1969, Dom Quixote

Obra poética

O Comércio dos Nervos
1968, Nova realidade

Obra poética

Lírica Consumível
1965, Ulisseia

Primeira obra de Armando Silva Carvalho


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