‘Um bom livro é um que me encanta de forma nunca antes cantada’

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Entrevistas > Rui Zink

Rui Zink, quando é que surgiu a sua vontade de escrever ficção e de publicar?

Quando deixei de me entusiasmar pelo desenho e descobri, com a leitura de Crime e Castigo, que uma imagem nem sempre vale mil palavras. Teria para aí uns 16 anos.

Onde é que, por norma, encontra a inspiração para escrever as suas obras?

Em viagem. E eu, quando não estou a dormir, estou em viagem. Aliás, minto: também quando durmo estou em viagem.

Quais as temáticas mais presentes na sua escrita?

A fronteira aparentemente impossível de transpor entre as pessoas Vs. O milagre breve do encontro. O quotidiano e a busca da felicidade Vs.A permanente ameaça do horror. A linguagem como amor feito verbo Vs. instrumento de agressão sob a máscara de cachimbo da paz.

Que aspetos destacaria relativamente à sua mais recente obra; “O Livro Sagrado da Factologia”?

O fazer ficção científica em tempo real.

Quais os momentos mais marcantes no seu percurso enquanto escritor?

“Hotel Lusitano”, 30 anos depois ainda a bombar. “A Arte Suprema”, primeiro romance gráfico português, com António Jorge Gonçalves. “Os Surfistas”, primeiro romance interactivo online (2001). “O Anibaleitor” (2010). “A instalação do Medo” (2012).

O que é, para si, um bom livro? 

Um que me encanta de forma nunca antes cantada.

E o que faz de um escritor um bom escritor?

Ter ouvido musical e não imitar demasiado descaradamente.

Para terminar, gostaríamos que nos indicasse os seus 7 escritores de eleição e os 7 livros que, indubitavelmente, recomendaria.

Ana Hatherly, Tisanas; Alberto Pimenta, Obra Quase Incompleta; Fernão Mendes Pinto, Peregrinação; Italo Calvino, As Cidades Invisíveis; Rubem Fonseca, Feliz ano novo; Virginia Woolf, Orlando; Kurt Vonnegut, Matadouro 5.

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