DEBATE “O que mudou na Literatura Portuguesa depois do 25 de abril?” realiza-se a 4 de maio

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No próximo dia 4 de maio (quinta-feira), pelas 18:30, a Livraria Ferin acolherá o próximo DEBATE organizado pela plataforma escritores.online.

“O que mudou na Literatura Portuguesa depois do 25 de abril?” será o mote para uma Conversa com Maria do Rosário Pedreira e Manuel Alberto Valente, moderada por Tiago Salazar.

A entrada é livre, sendo oferecido um café aos presentes.

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Maria do Rosário Pedreira ingressou na carreira editorial, tendo sido assistente editorial na Gradiva, directora de publicações da Sociedade Portugal-Frankfurt/97, editora dos catálogos dos pavilhões temáticos da Expo’98, bem como tradutora de alguns títulos, entre os quais O Sistema Periódico, de Primo Levi.

Em 1998, tornou-se editora da Temas e Debates, chancela que então pertencia ao grupo Bertelsmann, onde iniciou a sua especialização em literatura portuguesa, tendo lançado em primeira mão autores como José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe ou João Tordo. Transitou para a QuidNovi em 2005 e é desde 2010 editora de novos autores portugueses no grupo Leya, tendo publicado escritores como Ana Margarida de Carvalho, Miguel Real, João Ricardo Pedro ou Nuno Camarneiro.

A sua obra literária iniciou-se pela literatura juvenil com duas colecções – O Clube das Chaves (com Maria Teresa Maia Gonzalez) e Detective Maravilhas, de cerca de 20 volumes cada – que, sob a forma de aventuras policiais, procuram transmitir aos leitores mais jovens valores humanos e culturais. Ambas foram adaptadas à televisão e venderam cerca de um milhão de exemplares.

Embora tenha publicado um romance em 1993, Alguns Homens, Duas Mulheres e Eu, e contos dispersos em revistas e antologias, é sobretudo conhecida como poeta, tendo publicado, em 1996, A Casa e o Cheiro dos Livros, que venceu o Prémio Poême e o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho e cuja primeira edição se esgotou de imediato; O Canto do Vento nos Ciprestes, em 2001; Nenhum Nome Depois, em 2004; e A Ideia do Fim, em 2012, ano em que publica igualmente a sua Poesia Reunida, distinguida com o Prémio da Fundação Inês de Castro. A sua poesia, de feição romântica e lírica, usa narrativas curtas, muitas vezes em sequência – como de pequenos romances em verso se tratasse –, e não raro evoca o tema da casa como universo onde perduram as memórias (lidas, escritas ou vividas) depois da experiência da perda. Está traduzida em várias línguas e publicada em volumes independentes, revistas e antologias em diversos países.

Maria do Rosário Pedreira tem participado em numerosos encontros de escritores em Portugal e no estrangeiro. É ainda autora de letras para fado, tendo escrito para artistas como Carlos do Carmo, Aldina Duarte, António Zambujo, Ricardo Ribeiro, Carminho e Ana Moura, entre outros, e publicado A Minha Primeira Amália, uma biografia de Amália Rodrigues para crianças.

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Depois de uma breve passagem pelo jornalismo, Manuel Alberto Valente tem dedicado toda a sua vida à atividade editorial.

Publicou quatro livros de poesia: Cartas para Elina (1966), Viola Interdita (1970), Os Olhos de Passagem (1976) e Sete (desen)cantos (1981), estando representado em diversas antologias nacionais e internacionais.

Em 2015, a sua obra foi recolhida no volume “Poesia Reunida – o pouco que sobrou de quase nada”(Quetzal).

Em 2008, foi agraciado pelo Governo francês com o título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras.

Enquanto editor, Manuel Alberto Valente passou pela editora Dom Quixote e pela Asa, sendo atualmente diretor da Divisão Editorial e Literária de Lisboa da Porto Editora.

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