“Condor”, de João Pina, reeditado pela Tinta-da-China

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O livro “Condor” de João Pina, editado em 2014 pela Tinta-da-China, vai ser reeditado e estará de novo disponível a partir do dia 28 de abril.

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“Condor” é um tributo à memória das vítimas da Operação Condor, um plano militar secreto instituído em 1975 por seis países latino-americanos, governados por ditaduras militares de extrema-direita, para eliminar a oposição política. Esta operação resultou na morte de cerca de 60 mil pessoas. Durante aproximadamente uma década, João Pina viajou de forma extensiva pela Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai para documentar o que restou da época do Condor.

CRÍTICAS

«Todos os esforços e energias são necessários para que os olhares tristes e de dor infinita registados nas impressionantes fotografias de João Pina, neste livro, se transformem em sorrisos de esperança.»

Baltasar Garzón (juiz espanhol)

CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Objeto sóbrio, delicado também, distingue-se por uma coerência editorial que assenta quer na escolha das imagens — todas elas a preto e branco e na sua maioria em formato quadrado, de resto a opção formal do livro —, quer no conteúdo editorial quer ainda na definição gráfica, “Condor” assume uma perspetiva alargada historicamente do que foi a operação militar, mas consegue, em contraste, nutrir uma intimidade muito próxima do afeto com todas as histórias narradas na primeira pessoa. Desse cruzamento atípico nasce outro objeto, aquele que cria a empatia necessária com o leitor para que este não se atenha apenas nas imagens publicadas. Não significa isto que as fotografias não tenham o seu peso. Aliás, este é muito provavelmente adensado pelas narrativas e textos informativos, como também por um trabalho de legendagem precisa de cada imagem publicada num booklet em separado.»

Jornal Expresso

«É o lado “esquecido” deste episódio da História contemporânea que este magnífico e inquietante livro de imagens de João Pina procura evocar. Nas fotografias de familiares, de lugares de execuções e câmaras de tortura, ou de lugares onde as pessoas desaparecidas foram vistas pela última vez — e nos rostos emocionados das suas mães, pais, filhos e amantes —, João Pina encontra um sentido epitáfio para as pessoas cuja vida lhes foi roubada em segredo, cujos corpos foram feitos desaparecer e, por vezes, cuja própria existência foi deixada em dúvida.»

Jon Lee Anderson, New Yorker

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